quarta-feira, 21 de julho de 2010

Vermes



Nessa estrada vejo bombas que estão prestes a estourar: Corre menina, corre!

As sombras das árvores secas assustam os corvos parados na cerca: Voem, fujam deste lugar!


Tantas mentiras, julgamentos e falsidade vejo em seus olhos. Tanta escuridão se passa na sua alma.
É hora de desabotoar essa capa pesada que te esconde.

Ah, como a menina queria ter evitado o ataque. Se ela tivesse um feitiço magico, com certeza teria usado como antídoto pra a sua mágoa.


Assim, vejamos aquele espelho rachado: suas marcas mostram o acidente que ele sofreu, seus pedaços se despedaçaram pelo chão assim como as migalhas de pão são jogadas para as pombas na praça.


Sinto um cheiro de pólvora e de rum vindo daquele bar. É a companhia dos amantes do medo e da solidão. É a musica no ouvido daqueles que correm das bombas da estrada. É a solução para aqueles que um dia, já viveram na escuridão.


Puxe o gatilho e corra: o tempo não tem piedade de ninguém.

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