quinta-feira, 20 de maio de 2010

De vinho tinto de sangue

"Pai, afasta de mim esse Cálice, pai. De vinho tinto de sangue." eu te vejo com um rosto tão serio,

Tão indecifrável.
seus risos não revelam o seu interior,
Você está deprimido.


Seus abraços soam falsos, fracos.

E suas frases melancólicas me fazem sentir arrepio.


Ria! Salve-se desse cálice venenoso.

A opinião alheia te deixa abater.

E a sua opinião é posta ao lado.

Entre ser feliz e viver, você prefere a morte.

As sombras estão te rodeando.


Ria! Salve-se desse cálice venenoso.


E tudo começou com apenas um sentimento: tristeza.

Aquele castelo que você construiu foi arruinado por um tropeço e as peças foram se desmontando devagar e as rachaduras, não aguentaram o peso dos alicerces.

Nem tudo o que construímos será eterno, pois ao vermos um construção demolida vimos seus defeitos e sabemos que na nosso próximo castelo, as paredes deveram ser mais fortes.


Ria! Salve-se desse cálice venenoso.

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